FUTEVÔLEI

FICHA TÉCNICA

Modalidade – Futevôlei
Origem – Brasil
Ano de Criação – Anos 1963
Local de Criação Rio de Janeiro/RJ
Inventor – Não há referência histórica a um único “inventor», especificamente
Local de Prática – Quadra de Areia
Participantes – 02, 03 e 04 atletas por equipes
Equipamentos – Bola, rede e marcação de fita ou corda.
Esporte Olímpico – Não

Ninguém jamais saberá quem foi o inventor desse jogo. Certamente, os pioneiros deste esporte foram garotos cariocas conhecidos como “praieiros e ratos de praia”, liderados pelo arquiteto e esportista Otávio Moraes, o TATÁ. Esses garotos que chegavam à praia logo que amanhecia o dia e só voltavam para casa quando anoitecia eram moradores de Copacabana. No ano de 1962, em plena época da ditadura, com a polícia proibindo a prática do futebol e linha de passes na praia a partir de um horário definido, Otávio e seus amigos resolveram jogar futebol utilizando as traves (sem redes) das quadras de futebol de areia. Riscavam com os pés os limites da quadra dos dois lados da trave, de forma que estas se transformassem em quadras semelhantes à de vôlei, e os jogadores podiam tocar a bola com os pés ou com a cabeça. Como no vôlei, a bola não podia tocar no chão dentro da área demarcada. Essa quadra ficava em frente à Rua Bolívar e era famosa na época, pois nela jogava uma equipe formada por jogadores olímpicos e da seleção brasileira de futebol. Essa rede era o ponto de encontro de todos os jovens, moradores e frequentadores da praia, que armavam suas sombrinhas ao lado da quadra para assistir aos sensacionais jogos. A maioria dos pioneiros do futevôlei não se interessava pelo vôlei, mas sim em esperar que os jogadores olímpicos parassem de jogar e dessem a eles uma oportunidade de usar a bola e as traves para jogar futevôlei.
FUNDAMENTOS técnicos
O domínio da técnica é um requisito importante para um bom raciocínio e desempenho tático. Um jogador tecnicamente eficiente pode melhor visualizar o posicionamento do seu parceiro e adversários e tomar a decisão mais adequada nas diversas situações.
SAQUE: O saque é a ação que inicia um rally, colocando a bola em jogo. Consiste em sacar a bola com um dos pés, a qual deverá ser colocada na areia atrás da linha de fundo, passando sobre a rede em direção ao campo adversário. Existem várias técnicas de execução do saque, podendo ser variada a região do pé que golpeia a bola (ponta do pé, zona interna e externa do pé e tornozelo) e a trajetória que se pretende na execução do saque (com ou sem efeito). O saque onde a bola não gira sobre seu eixo é considerado o de maior grau de dificuldade na recepção, sendo necessária para a sua execução, golpear a bola de forma seca. A opção do tipo de saque a ser efetuado depende de vários fatores, tais como: circunstâncias do vento e escolha do adversário que vai receber.
RECEPÇÃO
Consiste em receber a bola jogada pela equipe adversária, colocando-a em condições de ser levantada pelo seu parceiro. A recepção poderá ser efetuada com a cabeça, ombros, peito, coxa e pés. Porém a mais eficaz é realizada com o peito, pois existe uma maior superfície de contato entre o jogador e a bola. De forma geral, a bola deve ser recebida e direcionada para a rede a uma altura que permita ao companheiro efetuar o segundo toque com o máximo de precisão.
SEGUNDO TOQUE: Poderá ser de ataque, devolvendo a bola imediatamente para o campo adversário, ou poderá ser de levantamento, colocando a bola em condições de ser atacada por seu parceiro de equipe. De modo a facilitar o passe, o receptor deve enviar a bola alta e próxima da rede, possibilitando assim que o atacante execute uma jogada eficaz, tornando o ataque eficiente. Poderá ser executado com os pés, coxas, cabeça, ombros, sendo mais eficiente o toque de peito.
ATAQUE: Consiste em colocar a bola na quadra adversária, de forma a fazer com que os oponentes não tenham condições de alcançar a bola para devolvê-la. Para isso, é necessário enviar a bola com alto grau de dificuldade, a fim de impossibilitar sua recepção. O ataque pode ser realizado com os pés, coxas, ombros, peito, mas a cabeça é o fundamento mais utilizado e mais eficaz na maioria dos ataques. O tipo de ataque vai depender do posicionamento defensivo do adversário, do atleta escolhido para efetuar a defesa (geralmente ataca-se no atleta de pior ataque ou pior defesa) e das condições em que o parceiro coloca a segunda bola. É primordial para efetuar um ataque eficiente que a segunda bola esteja próxima à rede e a uma altura que permita realizar o ataque com o máximo de eficácia. Caso contrário, facilita-se a recepção do adversário, pois o mesmo terá um tempo mais longo para efetuar a defesa os ataques podem ser:
CURTOS (pingada): onde o atacante coloca a bola próxima da rede;
LONGOS (lob): onde a bola é colocada no fundo do campo;
DIAGONAL: onde a bola cruza o campo adversário;
PARALELOS: onde a bola é colocada paralelamente às linhas laterais;
COM FORÇA: onde o atacante golpeia a bola com a cabeça fazendo-a ganhar velocidade.
A inexistência de contato físico entre atletas adversários torna o esporte uma atração sem violência que é praticado por homens e mulheres de todas as faixas etárias, misturando competição, lazer e entretenimento.

No ano 2008 foi constituída na cidade de Goiânia – Estado de Goiás, a Confederação Brasileira de Futevôlei (CBFv) e declarada de utilidade pública sob a Lei nº14. 295 de 31 de outubro de 2002, sancionada pelo Governo do Estado de Goiás.

Entidade: Confederação Brasileira de Futevôlei – CBFv

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